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 A Catedral

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MensagemAssunto: A Catedral   A Catedral I_icon_minitimeSeg Set 09, 2013 11:02 pm


Dark City


A Catedral
 

Restavam aos religiosos antigamente frequentarem o único lugar em que podiam orar e clamar por paz; Mas não mais fazem isso. A Catedral ficara totalmente à mercê de vândalos e criminosos. As estruturas góticas com largos alicerces encontravam-se preenchidos por papeis de procurados do Ministério, porém o rosto da figura era complemente irreconhecível devido ao “x” pinchado com sangue ou tinta vermelha. Uma praça vazia dava acesso ao portão principal do lugar religioso, mas devido ao fato de total desordem, a praça se envergava para lados assustadores como o chão que esculpiam alguns rostos no alto-relevo. O vento sustentava as centenas de panfletos e jornais no chão. A fonte era seca, não espirrava água, nem nada, até mesmo a cabeça dos anjos foram arrancadas como prova do que o lugar se tornou. A casa de degenerados que aproveitavam da escuridão para usar drogas, o covil de gangues que se aproveitavam dos trouxas restantes da cidade. A Catedral se tornou palco do pecado. Malfeitores faziam dali sua residência e na parte interna, prostitutas e maconheiros se embebedavam: Anarquistas provavelmente, que ousam lutar contra os bruxos (a força maior da cidade) na intenção de serem os líderes. Fizeram de uma de suas torres uma chaminé, onde a fumaça saía e se alastrava pelas ruas. Estendiam sua enorme bandeira em frente do local, mostrando a superioridade que lutavam para ter.
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Jason Dolley
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MensagemAssunto: Re: A Catedral   A Catedral I_icon_minitimeQua Out 02, 2013 8:01 pm

O mundo se tornava cada vez pior e as trevas iam engolindo tudo. A última figura de santidade que havia naquela cidade havia se tornado a casa do anti-cristo, as trevas abruteceram aquilo que pela vontade de Deus havia sido lapidado. Não havia amor, não havia fé, não havia salvação; aliás, coisas tão ridículas e frágeis como estas não deveriam sobreviver em mundo tão ruim e impiedoso quanto aquele. Tantos sentimentos ruins, o tom maligno e a atmosfera de medo encontraram eco no coração de alguém que já não mais o tinha, construíram um pilar de auto-reconhecimento a quem já teve a vida mais gloriosa e agora vivenciava o inferno.
De repente as portas da catedral se abriram causando um grande ruído: hora do pedrador voltar à toca depois de mais uma saída em busca do sustento de sua grandiosidade, reabastecimento das fontes de seu poderio. O que a carne representava a uma grande besta enquanto fonte de sustento a seu porte e força, a magia representava para este. Adentrava a catedral em passos firmes porém mais tranquilos, the thrill of the kill o fazia bem, muito bem; as coisas pareciam tomar novas dimensões: não só drenar a essência mágica lhe abastecia substancialmente, mas o ato de matar começava a lhe ser prazeroso: sempre matou, mas agora havia um gostinho de encore que revigorava não o material, mas a alma. A medida em que caminhava as marcas vermelhas de sua 'maldição' iam se tornando cada vez mais claras, o crime havia sido recente. Aproximou-se do altar da capela que já não mais carregava o teor sagrado que deveria, apoiando suas duas mãos sobre a mesa e fechando os olhos para uma longa inspiração: as marcas sumiram de vez. Abriu os olhos e fitou seu redor, esboçando um breve sorriso embutido de crueldade ao ver onde estava. Apesar de achar a cidade um covil de ratos e vermes, atribuição dele aos bruxos das trevas, via em Dark City para além de um local, uma posse.
"Whatever you do, don't be affraid of the dark."


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Henry Rutherford

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MensagemAssunto: Re: A Catedral   A Catedral I_icon_minitimeQua Out 02, 2013 9:28 pm

Como se não fosse possível um instante sem qualquer estorvo aparente em seu dever, deixava o rastro ínfimo de seus passos o carregarem pelas ruas sombrias de Dark City. A sensação nunca era a mesma, embora não pagasse para visualizá-la mais de uma, ali era diferente. O contexto o era. Não podia permitir que as circunstâncias o carregassem para qualquer lugar, no entanto, quando o zelo pela sociedade e o peso pelo cargo o obrigavam a sair de sua zona de conforto, notar-se-ia que não dependia mais de si o caminho a se percorrer. A resignação era a melhor opção, estava ali e ponto. Hora de por a mão na massa. Ca com seus pensamentos, caminhava furtivamente ao redor daquela grande edificação. A conturbação de sua aura não era menor do que ao redor de toda aquela pocilga cujo ainda chamavam de cidade. Tivera de deixar o gosto pelo tabaco reservado aos momentos de lazer, o que não se aplicava ao agora, embora muitas vezes esse tipo de momento fosse. Estava tenso, não preocupado, mas atento. A tudo que se passava ao redor. Já que não era um lugar onde se dava muitas festas, então sua solidão seria mais uma vez perturbada, e não era pela própria presença mas sim de um alguém cujo não queria nem de longe conhecer. Mas, trabalho dado..era trabalho dado. Onde estariam os companheiros de cargo? não interessava mais. A mente tinha de se manter límpida e focada.  

Manteve-se tranquilo por todo o tempo, a caminhada cessava á lateral do edifício, onde encontrava por uma causa uma maneira furtiva de se embrenhar no lugar. Sua extensão como um todo, agora jazia firme e empunhada entre os dedos de sua canhota. Maneava-a com destreza e perspicácia, o tempo de pensar acabara, agora era a hora da caçada. Não via aquele sujeito como um animal, infelizmente, o instinto era maior e seria uma pena se ele fosse tratado desta maneira. Poderia alegar stress no relatório dentro da corriqueira burocracia. Um sorriso de escárnio e estava pronto para fazer o que o documento sobre a mesa dizia: Capturar Jason Dolley vivo, de maneira a arrastá-lo a julgamento e se possível capacitado para falar. A parte do falar era opcional é claro. O temperamento do Rutherford não andava lá estas coisas uma vez que encontrava-se distante do que amava. Precavendo-se de possíveis alardes, começava a se valer de pequenos incômodos: Homenum Revelio Os sussurros poderiam ser praticamente inaudíveis, entretanto não menos eficazes, uma vez que saiam nada menos do que dos lábios de Henry.

Transpassava o que poderia se assimilar a um corredor, o que no momento dava a opção de seguir líneo ou mesmo de subir a pequena escada que ajustava-se ao canto, a julgar o lugar, poderia levar nada menos que próximo aos canos de saída do orgão envelhecido e enferrujado. Por mais que poderia se manter quieto, não poderia evitar transtornos adversos por parte do ambiente, com isso a saída era continuar contando com a prevenção:Abaffiato.

Ótimo, até ali tudo transcorrera sem muitos problemas. O que surgiria dali por diante é que seria imprevisível. A premissa do fim.. quem o sabe.
 

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MensagemAssunto: Re: A Catedral   A Catedral I_icon_minitimeQua Out 02, 2013 9:58 pm

Ainda com as mãos apoiadas sobre uma espécie de mesa posta no altar da capela, refletia sobre alguns assuntos trazidos à tona em acontecimentos passados. O fato de ter encontrado um bruxo das trevas que fosse tão forte quanto ele não o incomodava, lhe trazia planos, mas o fato de ter tido sua proposta de aliança rejeitada não foi nada agradável. A notícia de que um antigo conhecido e aliado em potencial também era motivo de pensamentos, aliás, com as novas ambições e necessidades, tornava-se necessário estabelecer uma nova conjuntura ao mundo bruxo. Um ruído então ecoou pela catedral e Jason levantou uma das sobrancelhas, virando-se rapidamente de maneira a ficar de costas para o altar e de frente para o corredor principal da capela que o levava à entrada convencional. Sacou a varinha e manteve-se en garde, ainda observando as movimentações naquele local. Estranhamente não ouvia passos, pelo visto não era mais algum verme de Dark City tentando segui-lo ou se intrometendo aonde não fora chamado. Não, o vento não era capaz de empurrar uma porta daquelas. Sacudiu algumas vezes a varinha e o órgão da catedral começou a tocar sozinho uma melancólica e trágica melodia; um segundo aceno da varinha e um cerrar de olhos fazia com que objetos da catedral começassem a vibrar e balançar: o sino que contava as horas aos fiéis de Deus agora anunciava incessantemente a ascensão do inferno. - Ora, que simpatia pagar visitas às pessoas sem antes avisá-las. - As palavas eram frias e cruéis e precederam mais alguns acenos de varinha. Todas as portas e janelas se fecharam e magicamente se trancaram. As gesticulações continuavam assim como o spellcasting: Agora chamas saiam da ponta da varinha e iluminavam todas as velas, tochas e candelárias da igreja; com certeza essas não eram o fogo da verdade, estavam muito mais para hell's fire, o fogo maldito era um dos encantamentos mais atraentes a Jason. O cenário agora montada, o show poderia começar, faltava apenas a entrada do novo ator que contracenaria, se é que realmente havia algum ali. - Pra sua sorte, estou disponível hoje. - Mantinha agora a varinha apontada para frente, ainda sustentando o mesmo sorriso no rosto. A música, o fogo, os objetos encantados: um verdadeiro palco dos horrores. 

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MensagemAssunto: Re: A Catedral   A Catedral I_icon_minitimeQua Out 02, 2013 10:42 pm

Não, não era nada satisfatório que o oponente tomasse conhecimento de sua prévia chegada, ainda mais quando a justificativa fora por puros segundos de atraso em relação ao feitiço lançado. No mais, a alegria abastarda da situação já não pendia para mil maravilhas, então seria posta de lado cuidadosamente na lista de .. foda-se.

Aparentemente o quase escasso humor pendia um pouco menos em relação ao homem. Sentia ainda menos atração por lugares barulhentos e naquele instante odiou a si mesmo por ter optado logo pela entrada próxima ao orgão. Inspirava profundamente, inflando os pulmões com ar -mesmo aquele cheio de pó- tomando uma quantia saudável de paciência para si. Como era de esperar a ilustre figura gostava de falar. Não que os outros não gostassem, mas aparentemente isso deveria seguir a estudo dia destes. Umedeceu sem pressa os lábios finos com a língua, enquanto coçava a barba rala e por fazer da manhã, ainda caminhando pela piso superior. Ele sabia ascender velas.. muito bom..ele sabia trancar portas .. maravilhoso .. ele estava preparando um jantar para mim??

──Compreendo que vossa senhoria gosta de dar boas vindas como uma donzela ao seu namorado. Me perdoe parceiro..eu sou casado e gosto de mulher. No entanto firmo que poderia manter a 'casa' limpa.──

Não era de tagarelices, mas parecia que o deboche era uma saída quando de mal humor. Antes que este resolvesse simplesmente revidar a contra-gosto o comentário mundano, observava ao redor de seu oponente, como fazendo uma lista de prós e contras sobre o terreno que seguia aquela contenda. Sem delongas, permitiu-se calá-lo por segundos que fossem - segundos estes preciosos - ao balbuciar sem que fosse necessário o sonido de sua voz, uma pequena peripécia, utilizada mais por adolescentes, porém muito eficaz:Langlock
Perfeito, agora poderia concentrar-se em outras coisas além de sua boca. Ainda sim, erguia para si um escudo protetor, não poderia mais se dar ao luxo de ter feitiços descobertos ou quebrados. Obviamente e com certa rapidez, lançava sobre si os feitiços precisos para uma proteção clara contra outros feitiços não verbais também do oponente. Agora tomando a iniciativa em plena forma e com demasiado cuidado, apontava a varinha firmemente ao oponente. Ou seria para trás deste? O altar que antes estava á frente dele e agora á suas costas, parecia surpreendentemente interessante para ser utilizado em uma situação como aquela. E de forma aprazível foi que deu início ao que viera ali de fato promover. Que tal um pouco de caos ao que já estava arruinado:Bombarda Máxima. E o que poderia se esperar era um pouco de detrito de campanário esvoaçando a todo lugar. Mesmo porque a pontaria certeira do Rutherford fora precisa, embora fosse para detrás de Jason, estava próximo de mais do corpo deste para ignorar o solo ceder sob seus pés.. ou mesmo para as colunas ladeando a mesa que agora deixava de existir. Onde estava Rutherford, era a pergunta. Estava ainda odiando a rebeldia dos sonidos que o aturdiam, embora este a ignorasse com um pouco mais de ódio dentro de si. Os orgãos ficavam na parte contrária da edificação, ou seja: O altar ficava no fundo da catedral, enquanto que o andar de cima abria-se apenas em formato de 'U' contrário, laterais e frente .. ou seja, olhava bem para o oponente enquanto passava a ditar o ritmo da premissa igualitária de caos.

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MensagemAssunto: Re: A Catedral   A Catedral I_icon_minitimeQua Out 02, 2013 11:24 pm

Curto e grosso, pelo visto o visitante era tão hostil quanto os ratos daquela cidade, porém não tão covarde quanto estes. As palavras não lhe causaram nenhum mal estar, até porque o tipo durão era o primeiro a se derrubar, servia de exemplo aos covardes que sucediam. O cenário caótico ganhava agora ares mais violentos do que antes. De repente Jason sente sua língua colar no céu de sua boca, fez uma careta e arregalou os olhos, movimentando a varinha cancelando o encantamento com um habitual finite cantatem. BOOM! O estouro foi grande e o pegou pelas costas, o altar em que estava explodia e estilhaços saíam para todos os lados. De imediato foi arremessado para frente por conta da explosão, rolando alguns metros e caindo de barriga contra o chão. Sacudiu o rosto negativamente cuspindo um pouco de sangue. Um impulso tomado pelos braços o colocava de pé ao mesmo tempo que lançava mais um feitiço sobre a atmosfera do local: agora não se podia mais aparatar por ali. Estalou o pescoço, agora já em posição ereta. Sentia dores pelo corpo, mas não eram estas que costumavam a lhe incomodar mais: quem já sentira a dor da alma, sabia o verdadeiro significado de sofrimento em detrimento do espírito. Não perderia tempo falando, o blablá era apenas motivo de guarda-baixa. Apontou a varinha para o alto e as chamas que havia lançado pelo local começariam a servir-lhe. Oras, onde estava o intruso? Apareceria de um jeito ou de outro. As chamas saíram pelos corredores e possíveis entradas laterais, consumiam os corredores e tapetes do andar de cima, a madeira dos balcões e bloqueavam mais ainda as entradas. Só restaria a parte central da catedral, aonde estavam os bancos, o corredor principal e o altar agora em pedaços. O fogo maldito amaldiçoava o local, elevando a temperaturas infernais o ambiente, em um instante: 45ºc. O desconhecido apareceria a não ser que quisesse ser consumido pelo fogo e com certeza as chamas não dariam trégua, anular um feitiço destes era tarefa para uma elite especial de bruxos. Algumas gotas de sangue pingavam no chão, a expressão no olhar de Dolley agora era outra: set to kill. Ligeiro em seus movimentos com o artefato mágico de combate, apontou a varinha para o alto conjurando um escudo e logo efetuou alguns movimentos circulares fazendo com que todos os objetos que já estavam voando começassem agora a circulá-lo: uma espécie de segundo escudo, pronto para ser usado como defesa e ataque. Prevenção não era uma premissa apenas dos bons, os ruins eram especialistas nisto. Aliás, bom ou mau? Quem era este filha da puta que lhe perseguia? - Verme. - Disse, dando alguns passos para trás, saindo do centro do corredor, ficando agora de costas para a porta principal em chamas, ainda protegido pelo escudo e pelos objetos enfeitiçados. A estratégia de destruição massiva não era a mais segura, mas se garantia no que estava fazendo, mesmo que a catedral desabasse e levasse a vida dos dois juntos.

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MensagemAssunto: Re: A Catedral   A Catedral I_icon_minitimeSex Out 04, 2013 12:19 am

A aura do lugar já era pesada, agora com aquele ritmo de explosões estava se tornando ainda pior. Iriam destruir uma catedral?? Se fosse preciso..era o pensamento daquele homem, cujo único sentido que o movia ali era a captura do outro. Jogos de palavras a parte, aquilo estava longe de se tornar a diversão principal, no entanto, tinha que manter em mente que ele tinha de voltar nem que fosse sem os membros, ao menos para poder ser julgado e interrogado. O tempo fora de fato precioso, conseguia observar o que poderia acontecer..e como havia pensado, as velas acesas serviriam para mais de um propósito é claro. Infelizmente a mente pequena exercia um ritmo fraco, havia mais de uma possibilidade .. ou não? Que seja.. a mais cabível ao momento era no entanto a mais óbvia. O que pairava sobre a mente, era a capacidade que alguém tinha de tentar controlar o incontrolável. Embora isso não fosse hora para ficar justificando o injustificável, passou a agir mais enquanto pensava em outras formas em lidar com a situação. Não podia simplesmente sair dali, precisava daquele homem, precisava daquele sujeito preso o quanto antes, e isso significava esforço. O calor, maldito seja aquele insano em sua insalubridade. Preferia atirar a si mesmo a um abismo de total periculosidade por puro capricho e um pequeno 'q' temperamental. Ele de fato parecia uma mulher em sua vasta semana difícil em tpm. Mas ele.. ele não tinha a desculpa dos hormônios para acrescer em suas atitudes insensatas. Não senhor, estava na hora de fazer alguma coisa em relação a isso e rápido. Correra do fogo latente e ágil, logo seria consumido pelo mesmo se ali permanecesse. Não tinha outra escolha se não acabar com o encanto, embora pudesse o transformar em outra coisa. Enquanto corria para não ser consumido pelo fogaréu, apontava a varinha habilmente para o perseguidor quente enquanto de forma solene ditava outro feitiço: Transformare Elementum Um ganho de tampo nunca é demais. Aos poucos o que era conjurado como fogo, transformava-se em água e de inferno virou apenas uma banheira inundada. Não que fosse para descansar, agora era a hora de reverter alguns processos. Enquanto mantinha a cabeça erguida ..atentava ao homem que já tinha tomado suas devidas precauções em se armar e proteger. Entretanto se com rapidez podia enfraquecer a barreira alheia momentaneamente:Finite IncantatemFazia isso ao apontar a varinha ao oponente é claro.. enquanto que em um movimento corriqueiro com o pulso de maneira a fazer a varinha erguer-se, sussurrava por entre a boca mais outra forma de ajuda: Protego Horribilis Estava gastando mais do que energia, estava também correndo contra o tempo. Ali já ofegava, pois transformar um elemento daquela magnitude em outro, não era uma coisa fácil. Tinha em si o cansaço físico, o peso do corpo de um homem de 40 anos.. correndo e fazendo coisas que não condiziam com a idade. O suor corria a face que agora demonstrava o stress e o temperamento bravio. O palco daquele show não estava mais em chamas, entretanto não estava mais seguro. Recuperando o fôlego a medida que caminhava em direção á beirada do piso superior..-de onde claramente o fogo passou a se transformar em água e assim por diante todo restante do fogo na catedral..até chegar a fonte de quem o havia conjurado também- avistava a imagem do sujeito agora protegido também por pequenos objetos ao seu redor. Firmava ainda mais a negra varinha de ébano entre os dedos, com tanta firmeza que poderia até mesmo esmagar o quer que estivesse no lugar dela.  

A face mantinha o seu tom de seriedade, as sobrancelhas caíram com o cenho forte. Tinha que começar a ditar o ritmo da coisa, antes que ele o fizesse uma segunda vez. Fazia com que a varinha desse uma meia lua ágil enquanto lançava mais uma proteção..ainda que fosse em modo hostil contra Jason:Bombarda Maxima. Agora não havia dúvidas, ainda que sua barreira o protegesse contra ataques diretos ou mesmo contra a minha pessoa, a varinha apontada para o teto sobre o homem fizera com que este fosse destruído, o entulho do grosso teto da catedral agora desabava justamente sobre o outro. E como havia notado a ausência do manejo para o aparato, pensava que este estaria um pouco ocupado tendo de sair dos escombros. Não bastasse isso, não lhe daria a trégua tão facilmente.. não iria esperar um contra ataque ou mesmo uma surpresa repentina. Estava ali para buscá-lo e arrastá-lo..pelos cabelos se precisasse..e iria fazê-lo aquela noite. Aquele terreno já era conhecido, precisava mudar..do alto avistava parte do teto já no chão ..e uma fumaça fina como uma película  aturdir o local. Todo cuidado ainda era pouco. Em breve teria Jason ali próximo. Enquanto isso os preparativos..um dos objetos cujo o tinham rodeado -a não ser que estes tivessem força suficiente para sustentar o teto de uma catedral..teriam parado..- fora escolhido mas não ditado..e com a varinha o transformava gentilmente em uma iguaria interessante:Portus Sussurrava o mago com maestria. Em sua mente estava o destino daquele objeto. Enquanto aguardava o emergir dos escombros, ainda tinha consigo outras escolhas..no entanto aguardava atento a tudo e especialmente a ele. Respirava fundo ouvindo ruídos vindos de fora.. parecia que uma comitiva atrasada finalmente chegava e se juntava. Estava mais do que na hora que os comparsas aurores se fizessem presentes.

((Utilizei de NPC's já que agrego ao personagem o título de Autoridade máxima como sendo, chefe do departamento de aurores, crendo não ser um acréscimo OP.. a menos que a parte oposta -Jason e jogador- ache o contrário.))

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O veneno destilava e em seu fel o amargava .. basta estar vivo para se morrer!!
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Jason Dolley
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MensagemAssunto: Re: A Catedral   A Catedral I_icon_minitimeSab Out 05, 2013 8:19 pm

Algo de novo acontecia naquela catedral: pela primeira vez alguém no mundo bruxo foi capaz de conter o fogo maldito de Jason de uma maneira ou de outra sem derrubar a origem: the spellcaster. Pelo barulho, coisas haviam mudado, já não haviam mais os estalos de madeira queimando, porém de água escorrendo. Independente de quem era este bruxo que viria a sua caçada, este era um dos bruxos mais fortes que já teria visto em sua vida; poucos conseguiram causar tanta pertubação como este. O que esperava que acontecesse pelo visto não acontecia, o confronto cara-a-cara parecia ser cada vez mais adiado. Talvez fosse um auror, embora não esperasse tanta ousadia, ou talvez fosse um bruxo das trevas visto tamanha covardia característica desses. - Rato! - Disse e logo percebeu sua barreira mágica falhar como se estivesse piscando ao ser atingida por um encantamento. Passou o olhar ao seu redor enquanto fechou um rosto em uma expressão ainda mais raivoso e apreensiva. BOOM! Escutou uma segunda vez e pelo visto vinha de cima, acenou com a varinha para o alto e todos os objetos iam em direção aos escombros, mas pelo visto, se conseguiam interromper parte do teto, seriam destruídos pela parte mais densa deste. Mais do que pensar rápido, reagiria. O que eram escombros de um teto para um bruxo como Jason?! Manteve a varinha para o alto e antes que fosse atingido pelos destroços estes pararam no ar e foram levitados a mais alto, sendo empurrados para uma das paredes seguindo as direções ditadas pelo braço de Jason que empunhava a varinha. Explosões não o afetariam duas vezes. Estalou os pescoços e em um momento de ira reagiu, apontando a varinha para uma das partes do alto da igreja. O sino bateu uma, duas, três vezes e o ritmo de seu 'sonar' aumentava incessantemente até que a estrutura começava a tremer. Desprendia sua força para resolver de uma vez o problema, se o covarde não quisesse aparecer, teria de mata-lo antes de identificar o cadáver.Em alguns poucos segundos um grande barulho pode ser escutado e o gigantesco sino da catedral vinha a toda velocidade do alto a comando de Jason, passando avassaladoramente pelos corredores do andar superior de forma a destruí-lo a medida em que passava, derrubando pilastras, os balcões, os pisos e tudo. Faria como uma espiral, varreria o andar anterior também. As veias de Jason saltavam e do braço que comandava o ataque as marcas vermelhas começavam a surgir, pontualmente, em um estouro escarlate. Quando seu sino terminasse de pendular pelo ambiente, o arremessaria em direção a porta da igreja para que esta quebrasse, liberando a saída. Tendo ou não eliminado aquele que o perseguia, deveria ganhar espaço a fim de não se manter mais encurralado; aquela batalha se tornava cada vez mais desgastante, desprendia muito poder a sustentá-la. 
OBS: O momento em que o sino sai e vem a atacar destruindo o entorno da catedral, é o mesmo momento em que Henry estaria conjurando o portal, timing da reação de Jason em resposta à ofensiva dos escombros. Por não saber a localização de seu oponente e por não saber as intenções deste ao abrir o teto para facilitar a entrada de Aurores, pensou apenas em atacar e destruí-lo da forma que lhe conviria. De um jeito ou de outro, caso não seja atingido pelo sino, as bancadas do andar superior estão sendo destruídas como se estivessem sendo atingidas por uma bola de demolição.

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MensagemAssunto: Re: A Catedral   A Catedral I_icon_minitimeQui Out 10, 2013 11:54 pm




      Dark City era uma cidade muito estranha.  Mesmo observando o panorama da cidade enquanto tomava um sorvete em cima de uma árvore das proximidades (eram uma das coisas malucas que Viktor cismava em fazer), o tom sombrio  conseguia se intensificar. Não era um mestre conhecedor dali, mas já tivera tantas aventuras por aquelas ruas e vielas que quando algo estava fora do habitual – pra não dizer normal – ele conseguia perceber.

        O primeiro sinal foram os corvos. Diferente de qualquer outro lugar, em Dark City os corvos eram os seguranças. Ao invés de se afastar de regiões movimentadas, eles se aproximavam. E desta vez, os olhos verdes do Iranovichk conseguiam ver ao longo uma vasta quantidade dos mesmos sobrevoando a catedral. Algo não estava certo.

       Desta vez estava próximo a praça principal, que servia de quartel estratégico pra quase meia duzia de pessoas de capas estranhas que pareciam planejar invadir o prédio da catedral. Se eles ousassem alguma coisa, teriam um sério problema com os corvos que já sobrevoavam por ali. Era a marca registrada de Dark City, pra quem realmente já a enfrentou, por assim dizer. Devia ser algo sério, já que nem todo mundo tinha coragem de perambular por ali.  

    A pé, deu a volta na catedral, na parte oposta a entrada principal. Nada se ouvia lá dentro, mas era melhor evitar qualquer coisa. Puxou a varinha e movimentou-a, executando dois encantamentos seguidos:  O Specialis Revelio, que identificou a existência do feitiço anti-aparatação e do “Abaffiato”, o que explicava o porquê de não escutar nada. Depois executou o Homenum Revelio, que detectou a presença de duas pessoas. Pelos cálculos de Viktor, entrando por ali, ficaria afastado das duas presenças humanas dentro do lugar. Sem estima [malditos pontos distributivos] para executar um feitiço poderoso para quebrar a parede (e também temendo ter sua presença alvejada pelos que estavam lá dentro), riscou com a varinha, fazendo apenas um pequeno furo na parede. – Defodio! – Murmurou, apontando o furo que havia acabado de fazer e a parede começou a desintegrar, abrindo-se exatamente para que seu corpo pudesse passar.

       Viktor estava agora próximo ao altar da Catedral quase totalmente destruída se vista por dentro. . – Não há outra maneira de vocês resolverem isso não? Vamos conversar, tomar um Whisky, eu tenho uma garrafa aqui. – Sugeriu em tom de riso, falando alto, deixando as paredes ecoarem sua voz, o que esconderia sua presença por hora. Estava preparado pra se defender, pra se deslocar, ainda mais por saber a posição dos dois, mesmo ainda com aquela confusão toda, não ter tido contato visual.

    Mais dois feitiços foram usados por Viktor, um risco prateado formou uma salamandra que percorreu o âmbito e desapareceu após chocar-se contra uma das paredes:  Um patrono. O outro foi o feitiço da Miadura, que consistia em alertar com um alarme caso alguém que não estivesse ali invadisse o lugar. Estava preparado também para atacar, caso fosse preciso, embora esta fosse sua última intenção.  
__

obs: O feitiço da Miadura é aquele usado nos arredores de Hogsmeade quando Harry, Rony e Hermione são resgatados pelo Abeforth antes de entrar em Hogwarts para procurar o diadema de Ravenclaw.
O Defodio é o mesmo encantamento usado por Hermione para escapar de Gringotes montada sobre o Dragão. Foi usado pra abrir as passagens de pedra e terra no teto para que eles pudessem sobrevoar.
Não tô sendo chato, só descrevendo pq tenho quase certeza que não estão nas listas. kkk Procurei descrever o melhor possível no turno. <3


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Henry Rutherford

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MensagemAssunto: Re: A Catedral   A Catedral I_icon_minitimeDom Out 13, 2013 6:51 pm

Não poderia esperar menos daquele homem, não era a toa que estava em seu encalço, embora a ordem tivesse sido para que acompanhasse os aurores e não fosse apenas por conta própria. Ademais, poderia estar perdendo uma única vida ou poupando muitas outras, de qualquer maneira não tinha porque revisar esta atitude ali. Conseguira dar um jeito no teto e obviamente um tanto quanto abismado com a água cujo o cercava ao invés do fogo. Acabara o deixando nervoso, isso não era bom para quem precisasse pensar, ou simplesmente era o gatilho necessário para tal, como fosse, tinha igualmente de agir rapidamente e não por impulso. A chave de portal já havia sido escolhida quando vira por alto um enorme badalar de sino vir aturdir não só os ouvidos como também a visão de algo completamente insano. Havia acabado de conseguir deixar a chave de portal facilmente pronta, enquanto o sino resolvia fazer uma varredura total por todo piso superior. Era hora de mudar a localização é claro. Um murmurar claro fora o suficiente para o próximo passo:Transportare Ruscum. Tanto quanto respirar, aquele momento fora agoniante. O sino já estava próximo do próprio lugar onde estivera esse tempo todo, não tinha outra escolha, saia correndo feito um louco fugindo daquela perseguição não menos cômica e dali só havia um lugar para se fugir, e este era o mesmo andar do que o do outro bruxo. Uma queda e tanto se o tempo que corria fosse inútil, pois de fora viera uma de suas aliadas mais fieis. E no mesmo momento que pulava a mureta que logo seria destruída junto com o restante do andar, a vassoura do bruxo aparecia com a rapidez exata e logo nesta pôde montar. A destra envolvia a madeira nua da vassoura, segurando-a com certa firmeza para dali não se permitir escorregar, enquanto a canhota livre com sua extensão braçal -a varinha- começava ardilosamente a se movimentar, como ditando cada passo as ações que aconteceriam. Não podia se dar ao luxo de continuar no ar, e tão logo quanto pôde aterrizou seguramente em solo firme, no mesmo instante que o sino acabara de estourar a porta atrás de si. Não sabia se agradecia ao outro pela porta de entrada aos companheiros ou se apenas ficava quieto, de qualquer maneira agora estava entre uma das saídas para o oponente e isso soaria como um imprevisto para tal. Com um aceno ligeiro da varinha e a vassoura pôs-se novamente a voar, e dali simplesmente sumir. Fora notar a presença de um terceiro bruxo no ambiente muito depois de ter pousado. Não aquilo não era satisfatório, ainda mais quando se estava no meio de uma captura de um bruxo cujo capacidade era simplesmente impossível de se medir. Sem justificar atrasos finalmente alguns aurores passaram a adentrar o ambiente, infelizmente ao mesmo passo que um alarme infernal passou a soar incessantemente. Foi com um suspiro de pesar que olhava para o outro homem cujo aparência era familiar com a de um parente da esposa, não tinha nada contra o cidadão, mas a inconveniência de seu feitiço fez com que alertasse também Jason, e isso não era uma boa coisa. -O palpite ligeiro sobre quem lançara o feitiço alarmante fora direcionado rapidamente ao terceiro bruxo por justamente não ser uma das características de feitiços lançados até agora pelo oponente, já que Jason até agora direcionava feitiços diretos e de caráter nocivos e não preventivos.- O olhar sem emoções no rosto sóbrio ainda não demonstrava o que poderia estar sentindo em relação a tudo aquilo. Erguia mais uma vez a varinha firmada por entre os dedos da canhota ao murmurar sem alardes:Finite Incantatem. O barulho alarmante pôde em fim cessar. Não sabia ainda o que Jason preparava para fazer, mas dali precisaria no mínimo de alguma proteção: Speculum. Foi o feitiço da vez, mas este fora feito de forma discreta, sem um aceno de varinha ou se quer um murmúrio, utilizara a forma não verbal deste e em seguida sussurrou o outro: Protego Horribilis. Estralava os dedos da mãos direita enquanto sem pressa avaliava os estragos no ambiente e qual passo a seguir dali por diante. -O feitiço Speculum fora deixado em evidência para deixar claro aos jogadores os feitiços em vigor, mas como dito ..não foi verbal.- Tinha de ajeitar para dar fim aquela caçada o quanto antes. Tinha de levar Jason ao ministério ..ou o interrogatório nunca teria início. Visando o homem cujo a clareza de sua aparência não era realmente estranha, e embora nunca tivessem trocado palavras o reconhecia de fato como sendo seu cunhado. Uma fisionomia nunca poderia ser a certeza de algo, entretanto não esquecia-se de uma com facilidade, e sabia que Déia já o havia mostrado em uma situação longínqua temporalmente falando. Não sabia suas intenções tão pouco a notória razão de sua aparição, mas com ou sem a sua ajuda, precisava deter Jason e isso significava que não poderia ter mais um inimigo ali, a não ser que fosse uma ajuda, apreciaria se este não interferisse em seus assuntos pessoais. Todo este pensamento passou em uma fração de segundo se não menos. Logo após a comitiva de aurores adentrar e o sonoro alarme se calar com o feitiço lançado por si mesmo, foi que notou o fugitivo um pouco transtornado e com aparência deveras estranha, algo a se estudar posteriormente com certeza, entretanto ali atitudes precisariam se efetuar com mais agilidade do que a de um pensamento. Estava finalmente como ele queria, frente a frente. O respirar calmo transparecia a frieza calculista do Rutherford, não estava ali a passeio tão pouco para brincadeira. Aquela missão iria ser executada, nem que custasse a noite. -Preferindo claramente que não -QAgradeço a intenção de apaziguar a situação meu caro Viktor.. Tudo era dito ainda fitando Jason..e a pronuncia do nome do outro bruxo fora dita com a intenção de alarmar Jason, ao manos este saberia que conhecia o outro, mesmo que não houvesse intenção alguma para que este o ajudasse. Infelizmente o wisk terá que aguardar um pouco. Preciso deter este homem em nome do ministério. Não que fosse da conta dele é claro. E dali calou-se ..recordando ter visto um clarão em forma de um animal passar..um Patronum.. e a intenção era o de avisar alguém..e isso não era um bom sinal. Odiava não saber o que esperar. Momentos antes recordara que a barreira de Jason havia sido desfeita..um momento perfeito para um pequeno contra ataque. E como se não fosse óbvio, apontava a varinha a Jason. Os dedos tremiam tamanha pressão no objeto entre os dedos e mais um feitiço pôde conjurar direcionando o oponente..tendo em vista que não o queria morto. -Pela última vez..não quero ele morto \o/ capiche* Daniel? rsrs-: Orbis. O feitiço não era de todo ruim quando visava unicamente em parar o outro homem. E a maneira mais eficaz de se deter alguém além de amarrá-la..era o de fazê-la apagar. O melhor era que.. se não havia ainda pensado em algo eficaz, tinha pelo menos mais uma meia dúzia de cabeças para ajudá-lo com esta tarefa. Homens que adentraram para este trabalho com feitos não menos dignos que os próprios. Portanto pensava ter consigo subalternos e amigos a altura de um trabalho como este.


-OBS:Se o turno estiver MUITO OP .. eu o refaço. Acredito que a riqueza em ações possa ser se não complexa um tanto quanto entediante. Peço desculpas de antemão pela delonga. E me perdoem os jogadores se não há jogadas compatíveis com suas atitudes. Como o próprio Jason= Daniel..tentei esboçar com a máxima riqueza de detalhes os timings de reações e feitiços, unindo o timing da chegada de Viktor e por tanto dando uma agilizada em minhas próprias atitudes de jogo já que a intenção de jogo com outras pessoas também é clara.  Espero atender espectativas, quaisquer que sejam estas.-

Henry Rutherford Catena
O veneno destilava e em seu fel o amargava .. basta estar vivo para se morrer!!
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MensagemAssunto: Re: A Catedral   A Catedral I_icon_minitimeTer Out 15, 2013 7:20 pm

A estratégia do sino aparentemente valia a pena. Ao escutar o barulho da destruição que a ofensiva causava, pôde imaginar que o homem não teria sido forte o suficiente para detê-lo, mas não contava ainda com a vitória; fez bem. Notou passar por cima de si o bruxo que lhe causava tanto aborrecimento. Não, não estava sendo divertido desgastar-se tanto. Viu o sino arrebentar a porta e logo deparava-se de frente a seu adversário que até então só atacava pelas costas. Não o conhecia e teve o desprazer de ter-lo feito. Percebeu algo se chocar ali contra uma das paredes da catedral, algo bem luminoso e que chamava bastante atenção. Havia uma terceira pessoa no local, conhecida por ambos por sinal, cujas intenções não eram aparentes. Não desviaria o olhar, apostaria por segundos na neutralidade do terceiro. O dispêndio de energia não havia eliminado o oponente, mas ao menos serviu para que ficassem frente-a-frente, porém havia um problema maior que chegava: junto a um alarme infernal, seis aurores entravam no ambiente. - Pelo visto minha cabeça está valendo mais do que imaginava, mas infelizmente... - Fez uma breve pausa enquanto o alarme cessava com um movimento de varinha de Henry. - Não estou afim de perdê-la. - Disse e logo conjurou uma barreira protetora a sua frente ao perceber indícios de movimentação da varinha de Henry. O Feitiço que serviria para desacordá-lo chocava-se contra a proteção e virava fumaça negra. Fumaça?! Fogo. Precisaria ser rápido e eficaz para varrer aqueles aurores dali, embora estes fossem a elite do ministério. Movimentou a varinha para o alto fazendo com que uma labareda de fogo subisse e dela se formasse a imagem de um demônio que ia de forma voraz para o alto da catedral junto a um efeito sonoro de um grito de espanto e dor. O demônio era a personificação dada ao fogo, nada mais do que lapidação da combustão feita pelo bruxo, cresceu e explodiu em direção aos 7, formando uma espécie de "banho de chamas" que os torraria até que virassem carvão. Era realmente um dos "surtos" de poder que aconteciam com Jason, as marcas vermelhas agora cobriam já boa parte do corpo e um grito podia ser escutado junto com o movimento que deu origem a explosão. - MORRAM! - Respirava fortemente e exalando ódio. Sua expressão era de destruição, os mataria a qualquer custo. Por mais convencido que estivesse, ainda não acreditava em sua vitória de imediato, já havia sido surpreendido diversas vezes; aproveitaria a presença do terceiro para garantir uma saída. Caso não tivesse conseguido eliminá-los com o fogo, não saberia como proceder contra 7 dos mais fortes bruxos do ministério. Virou-se bruscamente para Viktor com um aceno de varinha inesperado, já que estes até então não tinham desentendimento. Efetuava o feitiço imperio a fim de gravar um comando em seu subconsciente e utilizá-lo como forma de escapar de uma possível captura. Lançou logo em seguida sua varinha para que este a pegasse e a guardasse por um momento, pois dependendo do resultado, seria preferível prestar breves contas ao ministério. Acenou apenas com a cabeça a fim de lançar o 'comando' e virou-se novamente para a explosão, agora de braços cruzados, observando o que aconteceria com impaciência. Todo aquele fogo o fazia suar, sentia o calor queimar brevemente as camadas mais superficiais de sua pela. Se já havia lidado com o fogo maldito, desta vez tinham uma amostra generosa do que seria o fogo infernal.

OBS: Todo o processo de utilização do fogo vem da matriz do fogo maldito, não é uma invenção de um feitiço novo, apenas um aprimoramento de sua utilização. Quanto a maldição lançada contra Viktor, caso o mesmo não seja atingido por ela, ignora-se o ato de passar a varinha para o mesmo. Porém, levem em consideração a distribuição de pontos tanto pro fogo que vem com peso 20 tanto quanto a capacidade em feitiços/duelos quanto em DCAT, assumindo que se os aurores tiverem menos do que isso, não vão conseguir contê-lo totalmente. O mesmo para o feitiço IMPERIO, já que que tem-se 20 em cada atributo, caso Viktor não tenha 20 em DCAT, não acredito que uma barreira o contenha.

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Última edição por Jason Dolley em Qua Out 16, 2013 3:34 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: A Catedral   A Catedral I_icon_minitimeQua Out 16, 2013 1:28 pm



           Já pelo estrago inicial do local, tinha total certeza que uma conversa seria as últimas opções dos homens ali. Identificou o primeiro como um funcionário do ministério, recordando-se vagamente de um cartão de natal enviado pela sua irmã, Deia, onde ele estava presente. Muito provavelmente era seu cunhado. O segundo era Jason Dolley, um ex-aluno de Durmstrang pelo qual recolheu informações logo após se formar. Depois de vinte anos, muito provavelmente ele não teria mudado o comportamento impulsivo.

             O ambiente estava pesado, tenso, o que significava que precisava redobrar a atenção. Repentinamente, uma sequência de atos aconteceu muito rápido. Henry dissera que precisava prendê-lo em nome do ministério, e pela quantidade de aurores que surgiram ali, a cabeça de Dolley parecia valer muito dinheiro. Embora, não fosse de seu interesse capturar o bruxo, não agora. Fez menção de sair do caminho e deixou que Henry finalmente o atacasse. Observou atento a Jason, sem desprender os olhos. Ele não deixaria ser capturado, os homens do ministério seguiam protocolos, então não tinha novidade nenhuma na estratégia de ataque deles. O que interessava a Viktor era como aquele rapaz se livraria dos ataques do ministerial.

            Jason usou uma artimanha para reprimir o ataque e dali contra-atacou utilizando uma espécie de fogo maldito. Apertou a varinha nos dedos, temendo que viesse em sua direção, mas não veio. Entretanto, um movimento repentino e brusco na sua direção, o rapaz virou-se para atacá-lo. Por essa realmente não apostava, mas tinha tempo suficiente para executar uma barreira defensiva moderada, já que uma forte exigiria mais de seu tempo, levando em conta que não era sua especialidade. Entretanto, era uma maldição deveras forte para conter. Foi atingido, mas quando o ataque mental mal começou, já havia sido repelido. Viktor era um Oclumente e a maldição Imperius consistia exatamente em fazer uma luta interna das vontades do atingido, contra os comandos do autor. Uma mente fechada não recebia comandos,  aquilo não funcionaria com ele. Foi um péssimo cartão de visitas, ainda mais iniciando com uma maldição Imperdoável.

            A face do Iranovichk já não tinha mais a descontração de antes. A varinha se movimentou e os escombros que restaram próximos a Jason se transfiguram em três lobos que o atacaram à queima-roupa, enquanto um outro dos lobos ficou à uma distância moderada perto de Viktor, quieto por enquanto. Sem esperar, concentrou-se nas pernas do rapaz, já que um encantamento muito se baseava na concentração do alvo ao invés da mira em si, se fosse concentrar no corpo inteiro, o feitiço se espalharia, ou seja, ficaria mais a mercê de ser contido. Já uma concentração local, o encantamento sairia mais concentrado e difícil de conter, já que a concentração defensiva também teria que ser local. A azaração utilizada não-verbalmente foi a Incorporeal que fazia com que por espaço curto de tempo, pudesse atravessar paredes, mas utilizado nas pernas de Jason, daquela forma, faria-o ficar preso no chão até os joelhos.  

          Levando em conta que Jason estaria já desgastado para conter todos os ataques de Viktor com maestria, finalizou a sequência de feitiços lançados agitando a varinha. Ensui! Conjurou de forma verbal para ter certeza de havia lançado de forma correta. Um jato de água, forte suficiente para matar com o impacto, foi lançado na direção de Jason. Era uma maldição, a água era encantada, na mesma vertriz do fogo maldito que não podia ser apagado, o líquido exigiria muita concentração – ou um fogo maldito bem executado – para ser contida. Pelo que calculava, a opção de Jason seria usar uma defesa, já que ainda tinha a varinha em mãos, mas a azaração lançada englobaria o corpo do rapaz com água até que essa provável defesa falhasse e isso o afogaria aos poucos. Por outro lado, o globo de água também poderia servir como mais uma barreira defensiva para Dolley, mas também o deixaria preso. Se ele cancelasse a defesa, seria afogado, se ele resolvesse atacar o globo d’água, precisaria desconcentra-se com a defesa para que seu ataque funcionasse bem, o que acarretaria em ser afogado também.  Esse ataque não costumava ter escapatória.

      – Se quisesse ajuda era só pedir, Dolley. – Falou irritado. Ainda atento ao que acontecia em volta e concentrado para manter o globo d’água ativo.

________




Obs: O que quis dizer quando lancei a Incorporeal nas pernas do Jason, é que uma defesa comum seria o suficiente para conter o feitiço. Entretanto, diminuindo o corpo-alvo (as pernas apenas, no caso), o encantamento sairá mais concentrado, exigindo ou uma defesa local – o que é difícil, só se conseguirem ler minha mente kkk – ou uma defesa mais elaborada e que desgastaria mais, o que foi o objetivo com os contínuos ataques.
Sobre o Ensui, faz parte da lista dos feitiços usados pelo Dallas, dos quais o Viktor aprendeu e aprimorou durante quase toda a vida dele com os Dvorák.
Acho que as descrições ficaram boas, mas qualquer duvida me chamem no fb. <3





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MensagemAssunto: Re: A Catedral   A Catedral I_icon_minitimeQui Out 17, 2013 12:32 am

Vou postar no dia 17/10 ..por conta desta porra de google ter simplesmente metido uma propaganda quando estava para postar..e assim desaparecer com meu texto. Até lá peço apenas a compreensão dos jogadores. E que ninguém mais poste, para não quebrar a sequencia do jogo. Boa madrugada ¬¬
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MensagemAssunto: Re: A Catedral   A Catedral I_icon_minitimeQui Out 17, 2013 6:46 am

OFF: Eu sei que não posso postar aqui devido a contagem de posts, e pretendo apagar esta postagem até de noite.

Quando o mesmo problema ocorre comigo, eu volto a página e o texto está lá. Also, para evitarem problemas como este, tentem escrever no word.
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MensagemAssunto: Re: A Catedral   A Catedral I_icon_minitimeQui Out 17, 2013 11:16 pm

Era de se esperar mais alguma frase de efeito, visto que o ego amaciado de Jason não parava de crescer e quanto mais pensava no assunto, voltava a primeira comparação que fizera a este sobre uma mulher, no momento parecia estar de tpm. Terrível acometimento, fora o momento para tal. Impressionante como sua atenção redobrara, também era de esperar visto que havia mais um homem no ambiente, fora os aurores companheiros. O feitiço lançado anteriormente simplesmente virou uma fumaça negra no breve escudo levantado ás pressas por este. E não demorou é claro para virar um ataque repentino, coisa com a qual estava começando a não só assimilar como também acostumar. Os timings de reação estavam entrando em uma cadeia simbiótica, tão logo essa sintonia poderia ser respondida a altura.

Precisava tomar uma atitude tão agilmente quanto ele o fizera, pois em segundos os olhos vislumbraram chamas intensas, vindo de encontro a si e muito provavelmente aos companheiros. Tão rápido quanto ele, começou a correr agora como de encontro ao fogo, e enquanto o fazia lançava em silêncio – de forma não verbal – uma azaração simplória, no entanto exigia a extrema maestria comumente utilizada pelo bruxo. Logo a Incorporeal estava já em execução, e dali uma sensação esquisita acometia o próprio corpo, e não demorou para atirar-se ao chão, onde pôde fundir-se ao solo acidentado da catedral como uma forma de defender a si mesmo. Com extrema atenção sobre si mesmo, rolava para averiguar o óbvio, o fogo latente vinha como um jorro sobre si, e o que avistara fora o de um clarão atingir o solo onde era para estar e dali apenas ficar um chamuscado negro, e embora não visse outra coisa, ouvia um grito esganiçado de um dos companheiros que fora atingido. Infelizmente este não tivera a mesma perícia e caiu perante o inimigo. O ódio agora crescia dentro de si, e se não por sorte pois a azaração tinha um tempo curto para permanecer em vigência, o fogo cessou de uma maneira inesperada, o que aproveitou para erguer-se do solo sem muitos problemas.

Conseguia visualizar de forma ágil ao redor e dali avistar 5 dos companheiros reunidos, ou o que pensou ser eles, pois precisariam trabalhar em conjunto para trazer o sino da catedral de volta e agora os cobrindo como forma de se protegerem. Porquanto uma miscelânea de músculos, pele e fluídos corporais fora reconhecida como sendo o que restara de um dos companheiros, drasticamente irreconhecível. O ódio mais uma vez lhe caiu sobre a mente, e infelizmente não tinha tempo agora para poder fazer algo sobre isso.

Voltara-se rapidamente para Jason e dali avistava o que não esperava. Porquanto compreendia em uma breve análise que o feitiço do homem cessara, pois Viktor o havia mantido cativo até então. O que acontecera entre ambos para ter chegado naquele ponto era ainda uma incógnita, porém muito bem vinda. Não permitiu a si mesmo baixar a guarda ou relaxar, apontava a varinha com a destra para o bruxo envolto numa espécie de globo de água. Recordava que quando irritado Jason tinha a estranha capacidade de possuir um acesso de loucura e ao contrário de tudo e todos explodia em ódio a ponto de deixa-lo não só mais poderoso como ainda mais nocivo.
Os timings de pensamento eram tão rápidos que toda essa assimilação de fatos acontecera em segundos em sua mente, pois fora treinado para tal. Dali não havia mais alternativa, ou partia para ignorância ou partia para ignorância: Radium . Foi o que bradou com veemência enquanto apontava a varinha para o enorme globo d’água. O feitiço consistia em soltar raios sobre o oponente. Como este estava preso justamente – havia notado que estava preso ao solo pelos pés, pois estes não estavam a vista dos olhos, o que parecia ser a mesma coisa que havia usado sobre si mesmo – num condutor natural, os raios que saíram da varinha direto no globo, agora intensificaram em uma corrente elétrica muito forte, já que o próprio feitiço em si sozinho, já poderia não só atordoar como fazer a vítima desmaiar, intensificado pelo condutor d’água era ainda forte, e se não o matara, fizera-o apagar de vez, mesmo naquele estado insano. Poderia ter pegado pesado, mas a todo custo precisava daquele homem cativo. Acabara de cessar com a vida de um dos subalternos e isso não iria ficar por isso mesmo, mesmo que não fosse dar jeito neste acerto de contas agora, deixaria o lado pessoal da coisa para mais tarde.

Mantendo-se ainda em um estado de fleuma mental, muito embora o físico aparentasse o contrário, foi que resolvera esfriar as coisas para o lado do bruxo. Estava ficando farto de explosões de fogo, e como fosse um ataque seguido do outro, Henry se quer pensou no que poderia ocasionar ao oponente ao lançar mais outro feitiço: Catellus . E tão logo correntes surgiam ao redor do corpo de Jason, fazendo com que este ficasse agora não só imóvel como completamente incapacitado de agir como bem queria. Sabia que antes mesmo do primeiro ataque contra o globo de água, Viktor o havia deixado com pouca mobilidade, pois convenhamos, movimentar-se dentro d’água é completamente dificultoso, ainda mais quando se necessita de agilidade, outra, os pés o haviam paralisado no solo, mantendo em cárcere por algum tempo. A lógica daquele globo de água era praticamente o fazer parar por tempo suficiente de o contra atacar, e fora isso que fizera. E apesar de tudo o que havia acontecido até ali, e mesmo que Jason imbuído de poderes completamente estranhos e uma força ainda maior, já não tinha igualmente a mesma resistência, visto que a aparência além do normal, encontrava-se um pouco esgotada. Ele poderia sugar energia do que fosse próximo a si, e mesmo assim não seria o suficiente para conseguir agir com a agilidade necessária para se livrar da encrenca que se metera. Ademais, os aurores restantes de pontos espaçados passaram também a lançar cada qual um feitiço de proteção, tanto em si mesmos, quanto no chefe de departamento. Poderia estar cansado, mas aquele gasto de energia do oponente com toda certeza ainda era maior.

*Para fechar com chave de ouro, não poderia deixar que a oportunidade lhe escapasse: Repeccio Cálice de vinho** . Era como se estivesse selando um momento. - Ao contrário de Accio, que trás o objeto até si, este faz com que o objeto apontado seja atirado para onde a pessoa que o conjurou quer. – E dali voltou a varinha para o corpo do bruxo ainda imerso no globo. Não sabia mais o quanto aqueles bruxos poderiam aguentar, em algum momento poderiam atingir o ápice de forças, e dali só podia aguardar.

** O objeto escolhido por Henry quando este lançou Portus, num dos muitos objetos que haviam rodeado Jason como forma de proteção, momentos antes.

OBS: Como feito outrora pelo colega Daniel, visto que se as ações sobre o corpo deste não chegarem a se concluir, seria óbvio alegar que a função da chave de portal seria simplesmente imprópria, ou seja, não aconteceria, cancelando então este momento final, onde a chave de portal é atirada para o corpo do homem no globo d’água.

OBS²: Visto que os 5 aurores restantes na cena, encontram-se ainda em plena forma, já que adentraram ao combate muito tempo depois dele ter se iniciado, atentos aos acontecimentos até ali, fizeram o necessário para proteger a si mesmos e o chefe do departamento.

OBS³:E visto que se até ali aconteceu o que fora previsto, e o objeto tocando Jason, este seria levado pela chave de portal, este seria levado desacordado para a sala do chefe de departamento dos Aurores no ministério da magia.
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MensagemAssunto: Re: A Catedral   A Catedral I_icon_minitimeSex Out 18, 2013 12:13 am

All Fall Down

A batalha tornava-se cada vez mais árdua, o dispêndio energético no confronto tornava-se cada vez maior, até porque se antes tinha um oponente que já não era dos mais fracos, agora tinha outros sete para se preocupar. Pelo visto sua tese de que o mundo bruxo estava se tornando um ambiente cada vez mais preenchido por feiticeiros de baixo nível corria por água abaixo; sua tese de que os bons bruxos estavam mortos também. Um deles era Viktor que com uma capacidade incrível de infiltração conseguiu adentrar a catedral em meio a uma missa de destruição que era pelas partes rezadas. Mas surpreendido com o fato de ter encontrado em um ambiente tão macabro alguém que conheceu no time de quadribol da Suécia, foi o fato deste não ter sido afetado por sua maldição. A onda de chamas ainda consumia o ambiente atrás de si a fim de reduzir os aurores a pó, ainda com a varinha em mão pôde ver o feitiço atingir o alvo, já contava com o resultado e seu plano de fuga, mas infelizmente equívocos acontecem. Se estivesse melhor informado saberia que não era o único oclumente ilusório que ainda circulava vivo; a maldição império não funcionava contra os detentores desta habilidade. A expressão de quem agora se postava defronte mudava: de fato um péssimo cartão de visita. Cerrou a varinha entre os dedos que agora deixavam escorrer pequenas gotas de sangue ao mesmo tempo em que tinha seu rosto tomado por uma feição fuck de quem havia acertado o alvo errado. Em um instante os escombros que estavam a postos perto de si transfiguravam-se em lobos que avançavam a atacá-lo, lançou de reflexo feitiços que petrificaram dois deles antes que o atingissem, mas um terceiro lhe mordeu o braço esquerdo. – Argh! – Deixou escapar um leve grito de dor ao mesmo tempo em que a mão do braço atingido agarrava o lupino pelo pescoço, fazendo com que esse soltasse um forte uivo de dor ao aparentemente contrair-se e cair morto no chão. Finalmente aquilo que lhe parecia ser uma condenação eterna agora lhe caía como uma luva: utilizou o que lhe fazia viver como uma sanguessuga de magia para eliminar o lobo (fruto de transfiguração ‘mágica’) que lhe atingia. Visivelmente as marcas que haviam se alastrado pelo braço esquerdo em linhas escarlate agora pareciam regredir, o problema é que Viktor teria provavelmente descoberto parte do seu segredinho. Ao se distrair com as feras que lhe atacavam permitiu que um feitiço fosse lançado contra si sem que pudesse defender a tempo, quando se virou para seu novo oponente já sentiu suas pernas caírem como se estivesse descendo um degrau, ficando preso então ao solo. Antes que fosse capaz de se livrar do empecilho que lhe fora causado teve de agir de reflexo ao conjurar mais uma barreira em torno de si logo que percebeu movimentação oral da parte opositora. O jato de água vinha na pressão e mesmo que não fosse proveniente de um spellcaster de mesmo atributo mágico, as condições físicas (e etéreas) em que se encontrava o faziam tremer o pulso para sustentar o bloqueio contra tal ofensiva. Ao que tudo indicava, não era apenas um jato de água normal, mas uma boa artimanha de quem o havia inventado: impetuosamente a água passava a envolver sua barreira, formando uma espécie de bolha que exercia pressão contra esta. Cerrou mais ainda o condão a fim de conseguir contrabalancear o ataque que lhe era desferido, ao mesmo tempo algumas gotas de sangue passavam a escorrer de seus ouvidos e nariz, assim como as malditas marcas se intensificavam. Estava agora na mesma condição em que os estadistas das mais diversas guerras não gostariam nunca de estar, estava sustentando uma batalha em duas frentes. Pôde observar que o fogo já havia cessado e que um novo ataque viria agora pelas costas. Teria de agir rápido e o fez. Levantou de forma rápida e brusca sua varinha, conjurando o feitiço glacius que conseguiria congelar a bolha antes que essa o engolisse ao cessar a proteção. Estava agora envolto por uma esfera de gelo que serviria de escudo à próxima ofensiva de Henry. Exausto, curvou um pouco o corpo aos cuspir um pouco do que deveria estar correndo em suas veias.

Não deu outra: o feitiço lançado pelo comandante dos aurores fez com que a cúpula glacial estourasse em vários fragmentos de gelo que se chocavam contra o chão causando um barulho muito maior do que o habitual, como se em uma única marretada todos os vidros da cidade tivessem sido quebrados de uma só vez. Ainda de frente para Viktor e de costas para Henry sentiu então correntes o envolverem, cerrando contra seus músculos e apertando seus membros superiores contra o tronco. Emitiu um leve gemido de dor no momento em que tentava resistir às correntes, lançando um olhar odioso e profundo contra o terceiro elemento daquele ambiente, como se este fosse um traidor (embora o tivesse provocado). Bastou então que o objeto que era lançado contra suas costas o tocasse para que dali desaparecesse como se o objeto o tivesse sugado para dentro deste, sendo arrastado então para o local prescrito: a sala do chefe do departamento de aurores do ministério da magia.

“Time it has come to destroy your supremacy.”

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Viktor Iranovichk
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MensagemAssunto: Re: A Catedral   A Catedral I_icon_minitimeSex Out 18, 2013 3:03 pm




         Apesar de ser praticamente Sueco, mesmo nascendo em Zagreb, não era muito conhecido pela região. Isso de certa forma era bom, pois conseguia passar despercebido pelos radares do Ministério e dos bruxos mais poderosos dali, exceto por Sekans. Aliás, neste momento, ele com certeza já estava avisado do que acontecia. Era impossível ter percebido a áurea estranha sobre a catedral e ele não. Algo repentinamente passou na cabeça de Viktor. E se Matthew estivesse morto? Ele estava desaparecido há tanto tempo.

       Viktor era um bruxo renomado, mestre em Transfiguração. Talvez um dos que mais dominassem a arte no mundo. Detinha peculiaridades que ninguém já havia desenvolvido.

        Mantinha o globo d’água envolto de Jason, sabendo que seu primeiro encantamento tinha dado certo. A estratégia funcionou, mesmo que não soubesse o destino dos que foram atacados pelo fogo conjurado por Jason. O cheiro de carnificina cozida que foi inalado pelas narinas de Iranovichk entregou que pelo menos um não saiu feliz do que acontecera. Lembrou-se vagamente da época que sentia remorsos, pena, ódio, empolgação. Hoje era só um vazio. Para ele, quem demonstrava algo, mesmo a raiva e a insanidade de Dolley, demonstrava fraqueza. E fraqueza era antagônico de Viktor.
 
        Jason teve ainda as pernas presas, o feitiço realizado antes funcionou. Henry parecia estar de volta, pois ficou mais árduo sustentar o globo d’água por causa da interferência mágica distinta. Mas pelo jeito, a azaração lançada pelo homem do ministério fez com que Jason recuasse e cedesse ao executar mais um feitiço. O globo d’água explodiu em gelo e mais um encantamento foi usado, prendendo o homem fugitivo com correntes. Viktor estava irritado, não queria que aquilo tivesse chegado naquele ponto.  Não era de se postar contra os outros só porque eram procurados pelo ministério. Era tudo questão de negócio, profissional. E Henry intervir no seu feitiço foi um pouco frustrante, queria os méritos por aquela prisão. – Depois negociaremos o quanto isso custou. – Falou, observando um cálice ir em direção de Jason. Já sabia o que aquilo era, então rapidamente executou o encantamento que revelava as propriedades mágica do objeto, uma espécie do rastro da chave de portal e antes que Jason fosse levado, levantou a varinha discretamente, apontando na primeira coisa que viu, um candelabro jogado ao chão. Dificilmente Henry pereceberia os movimentos, já que executou tudo de forma não-verbal e ele provavelmente estaria concentrado na transferência de Jason.  

          Não sabia o porquê Jason havia atacado-o. Talvez para usá-lo como fantoche para uma possível fuga. Até assumiria esse papel se não fosse da forma manipuladora da qual ele tentou fazer. – E minha irmã como está, Rutherford? Ela não está a caminho? Achei que o Departamento dela assume a ocorrência depois do estrago feito. – Questionou quando o âmbito já não tinha mais a presença do insano Dolley. – Perdão se errei seu nome, a pronúncia fica difícil com tantos lugares a visitar. - Brincou sem sorrir. Portava a varinha com mais leveza, sem a firmeza de antes. Jason pesava o ambiente, agora sentia isso na pele.

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Matthew Sekans
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MensagemAssunto: Re: A Catedral   A Catedral I_icon_minitimeSex Out 18, 2013 7:07 pm

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ㅤㅤMatthew não tinha uma noção exata do que estava acontecendo, mas também não precisava ter. Era fácil de presumir certas coisas e avaliar quais possibilidades tinham mais chances de acontecer. Uma delas é que Viktor não ajudaria Jason numa primeira instância, já que provavelmente desconhecia a grande amizade do mesmo com Matthew. E levando em conta toda a impulsividade de Jason quando cheio de adrenalina, ele não hesitaria em atacar um desconhecido cruzando o seu caminho sem a devida apresentação, o que lhe colocava em uma desvantagem ainda maior. Tinha a esperança de ainda encontrá-lo inteiro na Catedral, e não derrotado, capturado ou até mesmo já levado para longe dalí. Contratempos. 

ㅤㅤA reação de Matthew antes de partir foi o suficiente para levar Cáligo a tomar algumas medidas afim de facilitar as coisas para o sérvio. A presença do ministério lá também não agradava o velho; não agradava ninguém. Mobilizar alguns bruxos para ajudarem a sanar a problema era fácil. Questão de minutos. Matthew materializou-se na parte oposta a entrada principal onde um buraco era visível na parede. Dois bruxos com varinha em riste, sobretudos arrastando pelo chão e capuzes sombreando suas faces o aguardavam. Também aguardavam instruções. Criminosos refugiados na cidade, sempre a disposição de Matthew quando o assunto era somar mais algumas mortes ministeriais no curriculum. – Boa noite, senhores. Temos um pequeno trabalho a fazer. – Sussurrou e não foi preciso mais. Um deles agitou sua varinha, lançando não-verbalmente sobre a Catedral o feitiço que anulava o anti-aparatação e também o abaffiato. Outros três bruxos desaparataram as minhas costas, de caras limpas mas igualmente prontos para batalharem o quanto fosse preciso. Peritos em artes das trevas. – Ninguém mais entra depois de nós. Isolem. – Uma última ordem. Os corpos se desfizeram e quatro turbilhões negros invadiram a Catedral atravessando a fissura na parede. Os dois encapuzados ergueram suas varinhas e murmurando em uníssono conjuraram o Isolatum sobre o lugar, constituíndo uma grossa barreira mais potente do que o anti-aparatação, embora com funções semelhantes. Impedia qualquer ser dentro dela de descolar-se para fora através de qualquer meio ou magia de viagem no tempo-espaço, anulando inclusive chaves de portais, podendo ser desfeita apenas por quem evocou. A dupla agora, completamente exaurido graças a potência do encantamento, escondeu-se. 

ㅤㅤMatthew nunca precisou de muito tempo para causar um grande estrago. Sabia ser pontual, cirúrgico. Foi agora. Materializou-se na frente do altar e correndo os olhos pelo ambiente, colocou sob sua mira o homem diante de Viktor e de costas para ele. – Crucio! – Proferiou e contemplou o brilho da centelha roxa que vôou imediatamente contra as costa de Henry. Uma das maldições mais fulgazes. Não subestimava sua agilidade, mas contava consigo sendo um elemento surpresa e com a distração do mesmo dialogando com seu amigo. – Sectumsempra. – Investiu de novo contra o homem loiro.  Matthew nunca soube pegar leve. Os outros três bruxos das trevas materializaram-se juntos e com a mesma eficácia, dispararam contra os aurores e fizeram o interior da Catedral ganhar novas cores. Três jorros verdes, característicos da maldição da morte, foram contra os aurores espalhados por alí... Esses que não podiam focar-se em defender a sí mesmos e à Henry. Tinham de escolher entre o suicído e a mínima chance de salvação. Matthew miroum quarto auror e riscou o ar com a varinha, alvejando-o com um "Laminus" não-verbal em seu peito, um feitiço das trevas que simulava a estocada brutal de uma espada. 

ㅤㅤTendo notado que a silhueta de Jason não estava por alí, enfureceu-se e muito. E nas raras ocasiões em que foi tirado do sério, o desenrolar da situação com certeza não foi favorável para ninguém. Balançou negativamente a cabeça, deslocando-se mais para o lado, pronto para se defender e também contra-atacar. Estava novo em folha, no auge de sua vitalidade, ao contrário de qualquer adversário alí presente que muito ou pouco, com certeza estavam cansados. – Você cometeu dois graves erros, meu amigo. – Afrontou Henry, encarando de soslaio Viktor que já se movimentava. – E eu lhe farei responder por eles.
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MensagemAssunto: Re: A Catedral   A Catedral I_icon_minitimeQua Dez 18, 2013 7:15 am


Henry Rutherford


Ação narrada pela administração
 

O que veio a seguir pode ser descrito como sorte para uns ou azar para os outros. Findado o combate e com o corpo de Jason Dolley já desaparecido, o chefe dos aurores relaxou, devido à exaustão, de sua pose de combate e não mais empunhava sua varinha. Cedeu-se ao prazer advindo de uma vitória recém-conquistada somada ao fato de possuir cinco reforços em plena forma física e ainda um “membro da família” ali por perto para relaxar. Maldito “timing”.

Um pequeno urso adentrou pelas combalidas defesas do local, e o chefe dos aurores sabia que era uma mensagem ministerial. Fora localizado graças ao medalhão que levava consigo e que magicamente não podia ser removido de seu punho esquerdo. A mensagem era simples, e o chefe dos aurores compreendeu imediatamente. O haviam apanhado, finalmente. Agora, restava a execução. Este teria que ser o fim daquela aberração, pensou. No entando, Viktor Iranovichk também havia escutado o teor do comunicado. Este não era nenhum bobo, no mínimo saberia que o recado não era algo banal. Afinal, Ministro da Magia em pessoa não comunicaria algo assim despreocupadamente. Os outros aurores nada ouviram, dado a distância que estavam de seu chefe.

Com um movimento ligeiro, sacou a varinha e, com um movimento preciso e pensando em sua esposa, uma comedida luz irrompeu pelas defesas da catedral destruída e, orientada pelo medalhão, teria como destino o ministro da magia, em um relato silencioso sobre o que ocorrera naquele local. Até mesmo esse “pequeno” feitiço o cansou; já havia e muito passado do limite para magia que costumeiramente sabia ser seu ponto fraco. Esgotado, fez forças para não cair de joelhos e perder a compostura perante o praticamente intacto Viktor Iranovichk. Vacilou ofegante, mas não caiu. Um dos aurores, percebendo a fraqueza chefe, veio em seu socorro. Amparado pelo funcionário e imbuído da sensação de dever cumprido, guardou entregou a varinha na mão do auror, não sei antes comunicar para o mesmo, sibilando quase que inaudivelmente, para dispensar do serviço todo o reforço que estava premeditado para vir ali em caso de urgência. Sabia que não seria necessário, que o perigo maior havia passado.

Ledo engano. Maldito “timing”.

Aconteceu em menos de 5 segundos. O inferno, a perda, a dor e a derrota; mas não a morte – ainda. Atingido pela mais forte maldição imperdoável que já havia sofrido na vida, o chefe dos aurores sentiu uma dor incomensurável. Caiu sobre os joelhos; os olhos sangravam. O nível de ódio e “prática” daquele feitiço era tão grande que superava a perfeição. Não estremecia, pelo contrário: ficara estático. Sentia seus órgãos pararem tamanha a dor. Não tinha reação. Não tinha escapatória. Com um olhar débil, viu um de seus aliados fugir e os outros 4 serem executados.

“Sectumsempra”, e soube que sua morte havia chegado. Contudo, dada a habilidade do lançador, este não morrera. Se sofrimento maior fosse exprimível por palavras, seria descrito aqui. Mal as dores haviam passado e o chefe dos aurores teve seu corpo perfurado. Caiu desacordado. Suava, tinha febre, vomitava; seu corpo estava rejeitando a si mesmo. Desprovido de qualquer tentativa de defesa, estava entregue a própria sorte.
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MensagemAssunto: Re: A Catedral   A Catedral I_icon_minitimeSeg Jan 13, 2014 11:28 pm




ㅤㅤEle era pontual. Letal. Um exímio e impedoso duelista, assassino, visto que nunca empunhava sua varinha contra um adversário sem a intenção de matá-lo. Não fez menos com Henry. Seus insubordinados não fizeram menos com os dele. Uma investida que derrubou todos os inimigos de uma vez só, limpando a catedral e também a cidade negra daquela presença inoportuna, inimiga e não bem-vinda.

ㅤㅤSeu "Sectumsempra" foi precedido pela amálgama d'um grito de dor e um baque seco no chão. Matthew riu e abaixou a varinha. O resultado não lhe era surpresa, confiava em sua proficiência e não esperava menos do que a vitória em nenhuma ocasião; foi desde pequeno bem treinado, instruído e orientado para ser bem sucedido. A poeira abaixou junto dos níveis de adrenalina em seu sangue. Olhou para o lado direito e viu três aurores caídos. Olhou para a esquerda e viu mais meia dúzia junto de Henry, desfalecido aos pés de Viktor. - E eu pensei que estivesse enferrujado... - Debochou com o humor ácido que lhe era intrínseco. Que ocasião podia ser mais divertida do que aquela?

ㅤㅤAndou ao encontro de Viktor, abrindo um sorriso para seu velho aliado. Quase tinha se olvidado da presença do mesmo. - Você nunca perde uma, não é? - Prolongou um pouco mais seu lapso de bom humor e só. As feições que transpareciam uma premissa de simpatia fecharam-se. Ainda não admitia que Jason tivesse sido capturado em seu território. Tanto por ser um antigo amigo, quanto por ser o seu terreno invadido. Cuspiu no homem... - Seu verme. - E chutou-lhe a boca do estômago. - Achou que podia vir aqui, destruir a catedral, ostentar seu poderzinho medíocre e prender o meu amigo? - Riu e negou com a cabeça. Com o pé Matthew também empurrou o corpo de Henry, virando-o de barriga para cima. - Eu devia curá-lo e torturar você até que chore sua última gota de sangue, ministerialzinho, mas não tenho tempo pra isso. - Suspirou enervado e deu uns passos para trás, levando sua atenção para seus homens. Soergueu a varinha novamente e sibilou algo que desfez o feitiço de isolação de maneira não-convencional. - Levem os corpos desses aurores para a floresta e queimem todos. AGORA! - Eles aparataram em uníssono. Restaram os três lá dentro. - Sabe... - Mirou em Viktor como forma de chamar-lhe a atenção. - Aprendi na Sérvia uma maneira peculiar de legilimência. Uma maneira infalível. Maneira onde o alvo não pode resistir, não impõe nenhuma barreira oclumente e simplesmente não tem defesa. - Foi a vez da cabeça de Henry ficar sob a mira de Matthew. Ele foi movendo lentamente a varinha e o ruído que se propagou era o de osso sendo cerrado: exatamente o que acontecia com a cabeça do auror. - Consiste em tocar a mente que se quer ler. - Um fissura que começava em sua testa, passando por seu couro cabeludo e abrindo seu crânio até a nuca. Henry gemeu, uma ou duas vezes, no que findou sua vida. Matthew agachou-se, flexionando os joelhos perante o agora cadáver cujo cérebro estava de fora. - A parte do cérebro responsável pelas memórias declarativas... - A ponta da varinha oscilou entre aquela carne branca e vermelha. - Entre o hipocampo e a amígdala... - Bateu alí. - Não precisa ser nenhum perito em legilimência, só dispor do ensinamento correto da técnica que é antiga e considerada primitiva por requerer a morte do alvo. Depois de morto, as memórias duram algo entre cinco à sete minutos. Com licença... - Piscou para Viktor, apertando a varinha contra a área especial do cérebro. Concentrou-se.

ㅤㅤViolou a mente de Henry da maneira mais bruta possível. Suas memórias mais recentes vieram como um livro aberto, fresco, de folhas branquíssimas e enumerado descrecentemente. A última coisa que seus olhos vislumbraram antes de fecharem foi a morte de um de seus homens alvejado pela maldição da morte. Antes disso, um patrono com uma mensagem valiosa provinda do ministro da magia. Filtrando a partir daí o que lhe interessa ou não, Matthew entrou numa sequência interessantíssima de memórias que envolviam alguém cujo nome estava presente em toda e qualquer fração de cena: Savage. Dentro de um turbilhão de eventos, lugares e vozes que iam do gabinete pomposo do ministro até a parte mais segregada de Nurmengard. Relatos de Gabriel Catena que atribuiam àquele sujeito uma importância catastrófica e um valor imensurável. As lembranças de Henry começaram a esmorecer. Foram ficando progressivamente mais pálidas, distantes, e passaram a rachar, quebrando-se em muitos pedaços que viraram pedaços menores ainda e se esfarelaram... Morte. Matthew tinha visto o bastante. Viu-se também fora da mente do auror. Permaneceu mudo, agachado e totalmente compenetrado no que viu, ouviu, assistiu. Aquela descoberta era surreal, embora ele não duvidasse em nada de sua veracidade. Um dos maiores, senão o maior, segredo ministerial. Porém não era com olhos comedidos que Matthew enxergava aquilo e sim com os mais gananciosos possíveis. O mercenário quando descobre sobre o pote de ouro tem a obrigação de ir atrás dele...

ㅤㅤ- Você tem como chegar ao ministério. - Levantou-se num piscar e encarou Viktor nos olhos. Sabia que podia pedir um favor a ele e que nele podia confiar. - Peço que tire o Jason de lá o mais rápido... - Colocou a mão direita sobre o ombro de Viktor, no que de fato era um pedido encarecido. A ansiedade ao falar era só um dos sintomas que o diagnosticava ligeiramente transtornado depois do que descobriu na mente de Henry. - E que me encontre junto dele na catedral de Ofxord. Nós temos um tesouro muito, muito valioso para roubar... - Gargalhou e começou a se afastar do sueco. - INCÊNDIO. - Disparou a centelha de fogo cuja potência era assombrosa, apossando-se do falecido Henry e o tostando inteiro. Deu as costas para seu único ouvinte e apenas levantou a mão uma última vez... - Mande-me um patrono quando estiver lá, Vik. - Até que ela se desfez assim como o restante do corpo em linhas de fumaça negra que atravessaram o teto da igreja. Desapareceu
.



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