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 Átrio do Ministério

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MensagemAssunto: Átrio do Ministério    Átrio do Ministério  I_icon_minitimeQui Set 05, 2013 7:09 pm


Ministério da Magia


Átrio do Ministério

O Átrio do Ministério da Magia é o salão central que dá caminho para todos os outros setores do ministério, salvo o Departamento Especial de Magia das Trevas. Diferente do que é encontrado em outros ministérios, este Átrio não é espaçoso. Possui formato cônico e os visitantes, ao entrar, irão deparar-se com um salão de pedras negras bastante límpidas, sem estátuas, fontes ou ornamentos. Dezenas de pares de pequenas pilastras, com círculos aos pés e prateleiras elevadas marcam seu fim. Cabe ao visitante, ao chegar nas pilastras, espalmar ambas as mãos e depositar a varinha em uma das prateleiras. Neste momento, o ministério automaticamente fará uma leitura do bruxo e cadastro do bruxo em seu banco de dados. Depois, saberá a intenção de sua visita. O círculo aos pés irá abrir e, calmamente, o bruxo será transportado ao setor de seu interesse. Sejam todos bem vindos.
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Deko Càminn
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Deko Càminn

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MensagemAssunto: Re: Átrio do Ministério    Átrio do Ministério  I_icon_minitimeDom Set 22, 2013 7:48 pm


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ㅤㅤO átrio daquele grandioso prédio era o que se podia chamar de hall. Possuía o famoso sistema de reconhecimento via varinha, onde o bruxo visitante se identificava depositando sua arma em uma prateleira e espalmava suas mãos na pilastra. Era um método infalível de reconhecimento e, assim, o identificado era então liberado para o setor que lhe era desejado. Além disso, era um procedimento padrão que bruxo nenhum poderia dali prosseguir sem ser avaliado pela feitiçaria. Nos quase vinte anos de exílio, Deko nunca precisara estar no Ministério, pelo menos não entrando pelo modo convencional. Sempre recebera informação em Rock Village via coruja e isso lhe tinha servido muito bem. Em outras ocasiões, reuniões em outros locais — até mesmo no Instituto de Magia Durmstrang — eram marcadas, a fim de evitar sua aparição naquele lugar.
ㅤㅤAo se deparar com o esquema de “revista”, o auror parou. Como não era o único a estar passando pelo pórtico de entrada, não chamara atenção de imediato. Havia pelo menos quatro aurores ali, montando guarda, bem como alguns outros bruxos trabalhando na organização e informação. Não conhecia nenhum dos presentes, o que tornava ainda mais difícil o seu anonimato. No entanto, não deveria passar pelo método convencional de reconhecimento; ele deveria estar morto, até mesmo pra colegas de ofício. Só mesmo o mais alto escalão do Ministério da Magia detinha a informação de que Càminn permanecia na ativa... de resto, a maioria das pessoas achava ser boato.
ㅤㅤOs olhos de um bruxo ruivo, de cavanhaque espesso e com uniforme do batalhão de aurores caíram sobre Deko. O olhar do francês cruzou com o do desconhecido e, de forma rápida — e talvez até sínica —, pôs-se a sorrir, agindo naturalmente, vasculhando o bolso em busca da varinha, como se estivesse se preparando para a averiguação. Deixando-a a vista, permaneceu parado, esperando deixar de ser objeto de estudo daquele guarda. Porém o mesmo era bem treinado e parecia nem mesmo piscar. Permaneceu imóvel, fingindo uma obcecada tentativa de limpar o sobretudo e o sapato que, infelizmente, não surtiu efeito. O seu vigia parecia estar mais alerta e com uma carranca um tanto quanto não disfarçada.
ㅤㅤNa maior cara de pau decidiu mudar de plano — apesar de não ter nenhuma outra carta na manga, esperava com esta ação poder pensar em algo elaborado o suficiente para levá-lo até o Ministro, sem a necessidade de passar pela pilastra; seu primeiro plano, a tentativa de passar despercebido, já tinha dado errado —, acenando para seu expectador para que o mesmo se aproximasse. O mesmo hesitou por um instante e, anunciando para seu colega mais próximo, seguiu em direção ao solicitante. — Por favor, essa é minha primeira vez aqui no Ministério e estou meio confuso em relação a este sistema de reconhecimento. Como isto funciona? — e, despejando um sorriso amarelo, sem graça, o ruivo explicou o já conhecido método para Càminn. Enquanto o mesmo explicava, Deko pode analisar o salão. Estava cheio — mas não lotado — e a segurança era composta do auror que estava a lhe explica, mais dois homens e uma mulher, que estava ajudando uma idosa feiticeira com algum problema em sua identificação. Ao notar que o bruxo a sua frente terminara de explanar sobre o procedimento, o mesmo gesticulou para que Deko lhe acompanhasse até uma pilastra. No caminho, o cérebro de Deko buscava uma solução menos espalhafatosa, mas não conseguia achar nada. Maldita hora de sair de Oxford sem ao menos pensar em como chegaria à sala do Ministro.
ㅤㅤ— Teria algum problema com isso? — mostrou as palmas das mãos sujas devido à limpeza de suas vestes e sapatos. — O sistema não irá se atrapalhar? — perguntou enfim. Recebeu uma resposta ríspida, já sem paciência, do bruxo que lhe acompanhava. Estava sendo orientado a fazer o procedimento, a não ser que quisesse obrigado. — Não precisa ameaçar... está bem, está bem... só estava me certificando, oras! — se defendeu, depositando a varinha na prateleira a sua frente e encostando as mãos no pilar.
ㅤㅤPor um instante o silêncio reinou, até que o bruxo ruivo leu o resultado da identificação. Deko Càmin. Seu rosto pálido levantou-se para analisar o rosto do francês, cujas sobrancelhas estavam levantadas como se não estivesse entendendo nada. — Não falei, a sujeira atrapalha! — recitou afinal. Entretanto, notou que o guarda não lhe ouvira e, pressentindo um alarme geral, desceu o braço rapidamente para a prateleira, apanhou a varinha e, sibilando, conjurou: — Confundus! — E assim o guarda pareceu perder o raciocínio, olhando atônito para a prateleira e para a pilastra.
ㅤㅤNo mesmo instante Deko viu um clarão vermelho vir em sua direção e, antes que pudesse fazer algo, o feitiço lhe atingiu. Foi arremessado para trás aproximadamente dez metros, batendo as costas no chão. Com toda sua agilidade, pôs-se de cócoras e fitou a pessoa que fizera aquilo: a mulher que estava ajudando a idosa momentos antes. Ela de alguma forma vira a ação do francês e, certamente, não a aprovara. Desta maneira, todos os outros aurores estavam em alerta, com varinhas sacadas e apontadas em direção a Deko. As pessoas que estavam no saguão permaneciam imóveis, alertas e curiosas.
ㅤㅤ— Eu só quero passar, não farei mal algum! — levantou-se, com as duas mãos para cima, simbolizando a paz. Por um instante ficaram se olhando. Dava pra notar que aqueles aurores estavam há muito tempo sem precisar utilizar magia, já que ultimamente ataques ao Ministério da Magia era algo fora de pauta, desde a extinção dos Comensais da Morte. Cansado daquela cena teatral, Deko deu um passo em direção aos elevadores. No mesmo instante, duas rajadas vermelhas foram lançadas em sua direção. — Protego! — Os feitiços foram detidos pelo escudo mágico e, acelerando o passo, seguiu para seu destino. A mulher corria na direção de Càminn e, antes que pudesse conjurar alguma coisa, Deko apontou para a jovem e gritou: — Estupore! — No mesmo instante que o lampejo a atingiu, a bruxa desmaiou. O francês pulou por cima do corpo inerte da moça e prosseguiu, ziguezagueando pelas pilastras, desviando de lampejos dos quais ele era o alvo.
ㅤㅤ— Merda, desaprendi a ser discreto! — reclamou, ao chegar ao elevador. Apertou o botão e, virando para trás, viu os dois bruxos que lhe seguiam longe, ofegantes. Ouviu a campainha do elevador tocar e, com ansiedade tamanha, decidiu ganhar o tempo que precisava. — BOMBARDA MAXIMA! — Uma pilastra explodiu em milhares de pedaços, espalhando-se por todo o átrio e levantando uma poeira fina que irritaria os olhos de quem a tocasse. O feitiço fora tão forte que fez estremecer a estrutura, dando uma piscadela na iluminação e derrubando muita gente ao chão. Graças a uma sorte implacável o elevador não fora afetado. As portas abriram atrás de si e, num vazio confortável, Deko se acomodou. As portas se fecharam e levaram o bruxo francês para o andar da sala de Gabriel Catena, aonde certamente teria que enfrentar mais uma cena de apresentações.

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Gabriel Catena
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MensagemAssunto: Re: Átrio do Ministério    Átrio do Ministério  I_icon_minitimeSeg Set 23, 2013 6:26 pm

O relatório chegou de imediato: algum louco causara danos no átrio do ministério. Quem seria tão imprudente ao ponto de fazer isto logo aqui, onde não pode fugir?!, sibilou Gabriel. No entando, sabia a resposta. Seu convidado, quem mais? Tinha certeza de ter enviado a mensagem de maneira clara, "você é meu convidado e nada ruim acontecerá"... Tinha? Não lembrava-se. Enfim, com a besteira já feita e a chegada, que deveria ser silenciosa já fora para lá de anunciada, visto que todos os jornais bruxos do dia seguinte estampariam a manchete: "AUROR DADO COMO MORTO DESTRÓI ENTRADA DO MINISTÉRIO", não restava nada mais do que então aparecer e dar alguma explicação.

Gabriel levantou-se, não dando-se ao trabalho de guardar nenhum dos trabalhos que deixara sobre a mesa - mais relatórios sobre as reformas em Nurmengard - e saiu porta afora. No pequeno corredor que separava a sala do ministro do restante do ambiente, encontrou um aturdido auror e, a ele, proferiu: - Por favor, entre, sente-se e não cause mais problemas., deixando a porta do seu escritório aberta para que Deko pudesse entrar. Tomou o elevador e o que veio a seguir não fora nada além do caos.

A súbita aparição do auror causara não só destruição como, também, problemas. Teve poucos segundos para observar o local antes de ser acometido por uma chuva de perguntas, mas o que pôde ver foi o seguinte: boa parte da entrada do ministério havia sido destruída; grande parte dos pilares de inspeção de varinhas, que serviam para, principalmente, catalogar os bruxos que por ali passavam, estavam arruinados - o complicado sistema teria que ser reposto. Algum tempo sem visitas ministeriais, pensou. No mais, os danos - graves -, para eles, eram irrelevantes. Antes de falar, no entanto olhou cada um dos aurores nos olhos, implicitando a mensagem tácida de que "nós conversaremos mais tarde" e, por fim, pôs-se a falar.

- Todos, prestem atenção: vocês presenciaram apenas um teste surpresa das nossas defesas e de nossos equipamentos. Como podem ver, precisamos melhorar. Agora podem voltar aos seus afazeres. Boa noite.

Não deu mais alguma explicação, que todos aqueles ali tirassem suas próprias conclusões sobre o autor de tais atos. Pensava que, a partir de amanhã, todo aquele anonimato poderia cessar. Dito isto, Gabriel voltou ao escritório para a importante conversa que teria com o auror.
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